As eleições para deputados federais no Brasil não seguem o sistema simples de voto majoritário, como para senador. O que vale é o quociente eleitoral, isto é, quantos votos cada chapa fez dividido pelo número de vagas. Matérias como esta do Congresso em Foco (http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/so-35-deputados-se-elegeram-com-a-propria-votacao/) que cita que apenas 35 deputados se elegeram com os próprios votos. Em épocas de matérias como estas, se pede o fim do voto proporcional e a instauração do voto majoritário, no qual os deputados mais votados são os eleitos. Mas será que isso mudaria muito a Câmara dos Deputados? Quantos mudariam? Que estados teriam os seus representantes alterados? Que partido ganhariam mais?
É preciso dizer que num sistema majoritário os mais votados seriam eleitos independente de quantos votos receberam. Se alguém é o quinto deputado mais votado do seu estado, ele vai ser eleito, independente de ter atingido o quociente eleitoral. Isto faz com que mesmo se o sistema mudasse para o voto majoritário, muitos dos deputados ainda assim seriam eleitos.
Primeiro, analisemos por estado, quais estados mudaram mais e quais mudaram menos, conforme a tabela 1:
Como pode ser visto, no Rio Grande do Norte, na Paraíba, no Ceará, em Amazonas e no Acre os deputados eleitos foram os mais votados, a mudança para um sistema de eleição majoritária nada mudaria. Os estados que mais mudariam, em termos absolutos são São Paulo com oito mudanças, Minas Gerais com cinco mudanças e Maranhão com quatro mudanças. No entanto, se formos comparar em valores relativos, o DF seria a unidade federativa que mais mudaria, com 25% de seus deputados sendo diferentes. Em segundo lugar, temos o Maranhão, com 22,22% (4 deputados mudariam em 18 no total) e logo depois o Espírito Santo, com 20% dos seus deputados (2 em 10 no total) mudando. Somando todas as mudanças, vemos que 45 deputados (num total de 513) sairiam, apenas 8,77% do seu total. Dos 513 deputados, 35 se elegeram com os próprios votos, sobrando 478 eleitos por conta dos outros. Destes 478, 433 (90,58%) se elegeriam de mesmo jeito.
No entanto, analisando por partidos: que partido se beneficiaria mais com a mudança de sistema eleitoral? Quais sairiam perdendo?
O PRTB, PSL, PTdoB, PRP, PROS, PSB e PSDB não sairiam perdendo nem ganhando: seu número de deputados seria o mesmo. Os que mais perderiam com a mudança de sistema, em termos absolutos, seriam PV e PHS, cada um perdendo três deputados. Porém se formos usar o critério de termos relativos ao tamanho da bancada, o PSDC e PTC seriam os mais prejudicados: ambos perderiam toda sua bancada e não teriam mais nenhum deputado.
Quem se beneficiaria mais? Analisando por números absolutos, o PMDB empatado com o PSD lideram a lista, cada um ganhando cinco deputados. No entanto, se for utilizado o critério de crescimento relativo ao tamanho atual, se destacam o PSOL, PCdoB e PSC. O PSOL, de 5 deputados, aumentaria para seis; o PCdoB pularia de 10 deputados para 12, aumentaria 20% (tal qual o PSOL). O PSC cresceria de 12 deputados para 14, um crescimento de 16,67%.
Primeiro, analisemos por estado, quais estados mudaram mais e quais mudaram menos, conforme a tabela 1:
![]() |
| Tabela 1 - Estados |
No entanto, analisando por partidos: que partido se beneficiaria mais com a mudança de sistema eleitoral? Quais sairiam perdendo?
![]() |
| Tabela 2 - Partidos |
Quem se beneficiaria mais? Analisando por números absolutos, o PMDB empatado com o PSD lideram a lista, cada um ganhando cinco deputados. No entanto, se for utilizado o critério de crescimento relativo ao tamanho atual, se destacam o PSOL, PCdoB e PSC. O PSOL, de 5 deputados, aumentaria para seis; o PCdoB pularia de 10 deputados para 12, aumentaria 20% (tal qual o PSOL). O PSC cresceria de 12 deputados para 14, um crescimento de 16,67%.



