domingo, 11 de outubro de 2015

Crescimento de religiões no Brasil - Parte 1

Nas pesquisas feitas pelo IBGE para melhor entendimento da demografia, um dos itens perguntados é a religião das pessoas. A questão é: qual a religião que mais cresce? E a que menos cresce? Quando a religião X vai ser maioria?
Esta postagem pretende analisar isso. Alguns marcos temporais serão definidos: para religiões com taxa de fiéis crescente, eles serão: quando a religião passa a ser considerada relevante em termos estatísticos (isto é, quando ela englobar ao menos 0,005%), quando a religião passa a ser maioria (isto é, quando atingir mais de 50% da população) e quando ela for total (quando toda a população aderir à religião). Para religiões com taxa de fiéis decrescente, os marcos serão deixar de ser maioria (ser menor que 50%) e deixar de ser relevante (ser menor que 0,005%). O crescimento da população brasileira na primeira década do terceiro milênio foi de 112,19% (uma média de 1,17% ao ano). Para esta postagem, será simulado que a taxa de crescimento da população quanto do número de fiéis se mantenha constante durante o passar dos anos (o que não é uma realidade e por isso essa postagem não é utilizada como previsão). A prmeira religião a ser analisada é o Islã.
Segundo o Censo de 2000, havia 272.39 islâmicos no Brasil e 35.167 em 2010. Um crescimento de 29,11% (2,59% ao ano). Sendo em 2010 os islâmicos 0,02% da população, já é uma religião estatisticamente relevante. A projeção para o futuro é a seguinte:


O islã passaria a ser a religião principal do Brasil em 2.577 e 50 anos depois (em 2.627) seria a religião de todos os brasileiros (que seriam cerca de 243 bilhões). A próxima religião a ser analisada é o hinduísmo, religião proveniente da região da Índia. Em 2000 tinha apenas 2905 praticantes brasileiros com 5.675 praticantes em 2010. O crescimento foi de 95,35% (6,93% ao ano), uma taxa muito alta. Não é hoje estatisticamente relevante, contendo apenas 0,0029% dos brasileiros. Mas quando esse cenário mudaria pode ser visto na imagem abaixo:


Em 2020 o hinduísmo passaria a ser relevante, para ser maioria em 2186 e a religião de todos os brasileiros em 2199. O budismo também é de origem indiana mas tem diferenças quanto a sua população no Brasil: além de ser muito maior, tem um crescimento bem menor. Em 2000, havia 214.873 budistas e uma década depois 243.966. O número de budistas cresceu 13,54%, um taxa de 1,28% ao ano, muito semelhante o 1,17% da população, fazendo com que a sua taxa de fiéis demora muito a mudar, como vemos na tabela abaixo.


O budismo já é significativo, compreendendo 0,13% da população brasileira em 2010. Mas para ser maioria demoraria mais de 5 mil anos: só o seria em 7419. E mais de 500 anos depois (em 8047) seria a religião de todo brasileiro. Agora religiões afro-brasileiras: umbanda e candomblé. A umbanda, significantemente maior que a Candomblé, englobava 0,23% dos brasileiros em 2000 contra 0,21% em 2010 (397.431 fiéis em 2000 contra 407.331 em 2010. Uma taxa de crescimento muito pequena, apenas 2,49% na década e 0,25% ao ano. Como a taxa de crescimento anula da população é de 1,17%, a umbanda é uma religião com taxa de fiéis decrescente.


Já sendo significante, a umbanda deixaria de o ser em 2422. A religião candomblé tinha em 2000 127.582 fiéis e em 2010 167.363 fiéis. Cresceu 31,18%, 2,75% ao ano. Já é relevante, contendo 0,09% dos brasileiros em 2010. É uma religião crescente.


O candomblé teria um glorioso século XXV, no qual em 2419 passaria a ser religião da maioria dos brasileiros e em 2463 a religião de todos os mesmos. O espiritismo (também chamado de kardecismo) é uma religião que cresce muito rápido e é a maior religião não-cristã do Brasil. Em 2010 tinha 3,8 milhões de seguidores e 10 anos trás disso 2,2 milhões. No período, cresceu 70,12% - 5,46% ao ano.


Já sendo relevante, o espiritismo passaria a ser maioria em 2088 (ano relativamente próximo comparado ao das religiões anteriores e e 2104 (menos de 90 anos a partir de hoje), seria a religião de todos os brasileiros. Já o judaísmo não têm tantos adeptos no Brasil, apenas 107 mil em 2010, que desde 2000 cresceram 23,62% (2,14% ao ano) e sua taxa de fiéis ao longo das décadas seria a seguinte:


Com uma taxa de crescimento menor, os judeus só passariam a ser maioria no século XXVIII - maioria no começo do século, e, 2717 e totalidade dos brasileiros em 2789.

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